• “A alma não se rende ao desespero sem haver esgotado todas as ilusões”
  • # Terceiro -

    domingo
    A menininha saiu de casa com sua boneca na mão. Aparentava ter uns nove anos. Foi em direção á casa de sua amiga. Do outro lado da rua. Onde na porta havia outra menininha, segurando uma boneca. Ambas cúmplices de uma brincadeira ainda não inventada.A menininha que chegava mantinha um semi sorriso envergonhado no rosto. A menina que esperava estava séria, quase em perplexidade. Entraram, e se dirigiram para o quintal. Sentaram no chão e ficaram se olhando... Mãe da cozinha com olhar apreensivo. Ohar repentino, brilhando com a lembrança de que tinha guardada em seu peito de sua infância. De repente de onde estavam as menininhas se ouviam risos.Risos de criança feliz. O olhar da mãe... Morto, apagado. As duas menininhas vão em direção a cozinha, deixam as bonecas em cima da mesa e se dirigindo para a sala a filha decreta:
    - Não adianta mãe, é muito complicado brincar disso...
    A mãe olhou para as bonecas com o coração apertado. Soluço engasgado. Segurou as duas pequenas em seu peito enquanto olhava pra sala. Fitava as duas menininhas sentadas em frente ao computador, ambas com muito interesse.
    - De imaginar que no mundo já houve dias simples o suficiente a me fazer acreditar, que cuidar da minha filhinha - olha para a boneca com nostalgia - era a coisa mais fácil do mundo... Mas a gente envelhece as filhinhas tornam-se reais. - olha pra filha -.
    E toda inocênmcia de uma infância perde-se nas lembranças de uma mãe,...

    0 comentários:

    Postar um comentário