# Segundo -
domingo
É tudo tão estranho e confuso.
Atordoada.
Aonde estou? Como vim parar aqui? O abismo é sem fundo. Mas eu parei. O que parou,como e porque?
A única coisa que escuto agora é o barulho. Barulho dos meus pensamentos.
Sussurrando.
Como se cada palavra estampada na minha cabeça, fosse um último suspiro. Perdido. Arrependido. Clamando por perdão com tanta dor que não se houve bem.
Vazio.
Determinando tudo baixinho.
Ninguém vai descobrir.
E esse formigamento, agora? Eu quero voar. Aonde estão minhas asas? Eu não tenho asas. Em que ponto as cortaram?
No início! No início tudo é festa, depois alguém tem que arrumar a bagunça.
Cansar.
Dormir.
E nunca mais acordar. Eu não quero dormir. Eu estou bem, acordada. Muito obrigada...
De repente volto a cair.
O vento.
A brisa.
Ou efeito do ar em meu corpo.
Queda livre.
Vacuo.
Ilusão.
Estou na verdade mais confusa do que antes... Perder-se é uma das escolhas. É fácil seguir o caminho. Mas é difícil encontrá-lo. Escolha.


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