• “A alma não se rende ao desespero sem haver esgotado todas as ilusões”
  • # Vigésimo Quarto

    quinta-feira
                                                                      
                    Amanhã é o dia que tanto esperei. O dia pelo qual a anos, nessa minha realidade confusa venho buscando. É amanhã também que talvez a minha vida mude para sempre. Ou que eu permacerei nessa rotina ultrapassada.
                    Desde criança ouvia dizer que eu era mesmo que nem meu pai. Se meu pai, tivesse sido um homem bom. Trabalhador. Pelo menos tivesse sido um bom pai, nem que fosse somente pros meus irmãos, nem que fosse uma figura representativa pra minha mãe... Pois isso já bastaria para consequentemente termos tido uma boa mãe. Mas não... todas as lembranças que trago dele pretendo esquecê-las.
                    A coisa que eu mais fico sentida nesse mundo, é se disserem que sou como meu pai. Logo eu, pai e mãe de meus irmãos, todos menores. O porto seguro de minha mãe. A quase boa aluna, boa filha, boa irmã, boa mulher e dona de casa. Mas apenas quase. Pois vinham a me atormentar me mostrando que tudo que eu fazia era falho, que tudo tinha um erro. Vinham a me deixar um lixo ou um quase lixo pois até ser lixo é demais para alguém comparada a um alcólatra, vagabundo, estuprador de criancinha, que todas as manhãs devia ir pra delegacia por infringir Maria da Penha, maconheiro, infantil da cara lisa, mas a pura cocaína personificada em um ser.
                   Sou uma cocaína personificada. Pelo menos isso, não posso negar que puxei de meu pai. Eu me sinto grande. Inchada de ego por dentro. Uma pessoa importante. Mesmo não sendo nada. Como por exemplo me senti quando tirei nota máxima em matemática, e com meus próprios esforços. Não, não foi sorte. E eu não colei de ninguém, não daquela vez. Eu havia colocado na cabeça que aprenderia matemática  e fui atrás. Me esforcei muito resolvendo as questões daquele livro mofado que eu roubei da biblioteca da prefeitura. E quando vi a nota percebi que eu não estava destinada, a ser aquela fracassada a qual todos tacharam. Vi que eu podia alcançar qualquer coisa, nem que fosse a lua com uma esticadinha.
                    E foi a três anos exatamente que vim parar aqui... porque eu furei os olhos de meu pai. Furei, furei, furei. Para que ele não pudesse ver a vitória de sua filha. Nem nunca mais admirar um nascer do dia, se é que ele fazia isso. Mas eu sei que hoje ele sente falta de não saber o que é isso . E se eu o visse, pode ter certeza que eu vou ter o maior prazer de descrever para ele como é, não só isso mas muitas outras coisas, só pra ver o desespero em seu rosto. A derrota. A fraqueza...
                   Você deve estar achando que eu sou uma pessoa má. Talvez eu seja mesmo, mas só com meu pai. E você tem que concordar que pra um alcólatra, que bate na mulher, estuprador de criancinha e traumatizador, de sua única filha que talvez saísse daquele maldito lar, e fosse alguém na vida. Mas ele preferiu dizer que eu era dez mil vezes mais útil 'Servindo de brinquedo pros gringo como sempre do que chegando em casa com um pedaço de papel riscado com uma nota idiota. E que dez em, matemática não ia trazer comida pra casa''. E eu uma menina de 14 anos é que tinha que botar comida na mesa? Porque ele não virava homem? Eu não me arrependo do que eu fiz , me arrependo do que não fiz , pois eu devia ter-lhe cortado a língua também, para que jamais ele repetisse uma atrocidade dessas outra vez.
                   Eu preciso ir. Amanhã é o grande dia. O dia que vou ser julgada por todos os meus crimes. Crimes de ter sido uma 'quase' em tudo na vida, porque eu sempre soube que podia ser melhor. Crime de  ter estudado ao invés de ter colocado comida na mesa pros meus irmãos comerem. Crime de ter permanecido com um sorriso doentio, mesmo quando me pegaram de prego na mão, com meu pai desesperado cheio de sangue no chão. E amanhã vou saber se já bastam estes três anos. Tenho certeza que Fernanda Young, sente orgulho de mim... entenderam? E quando eu sair daqui, eu vou cuidar da minha família e da minha filha.
                  Filha fruto de um programa arrumado por meu pai, meses antes de eu furá-lo. Minha barriga crescia e eu não sabia que havia uma esperança crescendo ali. Nasceu na febem, mamãe a levou e espero que a esteja tratando-a muito bem. E quando eu sair daqui vou dar um futuro ao qual nunca tive para ela, a Glória. Mas realmente tenho que ir. Vencer mais esta batalha na minha vida e mostrar pro mundo que eu sou maior do que ele pode aguentar.
                 Faleceu nesta última terça-feira, a ilustríssima Maria Joana. Escritora de livros infantis dedicados a sua filha Glória, atual diplomata do RJ. Maria Joana, nasceu em uma favela, cresceu subordinada a um pai maníaco, foi presa aos 14 anos, por injustiça da sociedade de reconhecer os porquês, nesse mesmo ano deu luz a glória. Ao sair da febem lutou pelos seus sonhos, voltou a estudar, trabalhou, educou os irmãos e sua filha. Aos 22 anos casou-se com Pedro Henrique, professor universitário de letras ao qual teve gêmeas e já é falecido. Maria Joana foi digna de todos os prêmios, uma mulher incrível, vivida e determinada. Que teve seus sonhos realizados e barreiras superadas e realmente como ela sempre assinou em seus livros... uma cocaína personificada.
    terça-feira
    Minha vida não se resume. Resume-se tudo aquilo de finito que acontece e existe no mundo. Não as coisas infinitas e subjetivas que acontecem na minha vida.

    # Vigésimo Terceiro

    segunda-feira

    Eu sou feita… de sonhos interrompidos, detalhes despercebidos, amores mal resolvidos. Sou feita de choros sem ter razão, pessoas no coração, atos por impulsão. Sinto falta de lugares que não conheci, experiências que não vivi, momentos que já esqueci. Eu sou amor e carinho constante, distraída até o bastante, não paro por instante. Já tive noites mal dormidas, perdi pessoas muito queridas, cumpri coisas não-prometidas. Muitas vezes eu desisti sem mesmo tentar, pensei em fugir para não enfrentar, sorri para não chorar. Eu sinto pelas coisas que não mudei, amizades que não cultivei, aqueles que eu julguei, coisas que eu falei. Tenho saudade de pessoas que fui conhecendo, lembranças que fui esquecendo, amigos que acabei perdendo. Mas continuo vivendo e aprendendo.”
    Martha Medeiros.

    Talvez ....

    sábado
                 Que se passará por detrás das mais puras emoções de um louco?
    O amor deve ser uma coisa boa. Mas talvez não seja. Talvez nós é que estamos acustumados achar que é... A felicidade deve existir, talvez esteja escondida, por detrás de um sorriso de menina. Quem sabe a tristeza é só um vento passageiro que toca as novas folhas. E que a alegria é um momento como quando o sol do dia toca os brotos do jardim...
    Quem sabe ainda somos inocentes, talvez nunca fomos. Talvez sempre fomos os adultos de sempre, com as mesmas virtudes e desventuras. Com o mesmo azar de acordar e estar preso no mundo por mais um dia, ou com a sorte de poder desfrutar mais algumas horas nesta vida. Talvez nossos sonhos tenham sido destruídos, tenham sido renovados, tenham sido esquecidos... Talvez nossas lembranças importantes, foram rasgadas e mutiladas por tantas outras novas lembranças. Talvez aquele dia que realmente fez a vida inteira valer a pena ainda não chegou. Ainda está por vir. Talvez o destino nos reserve uma coisa boa, talvez o destino não exista, só uma coisa é certa a que nunca iremos descobrir. Procuro um caminho, procuro um amigo, procuro um abraço a qual quero me confortar. Procuro um dia perdido entre muitos, do meu passado, para me acustumar, que com a idade só temos o consolo de sermos mais experientes, mas não tenho tempo para me consolar. Vejo que quando dou por mim, já é tarde... Ou ainda é muito cedo, e que eu estou em um meio termo de indecisões de talvezes... de incertezas sobre o ser e o não ser de willian ...

    Meu TCC fake do colégio.

    quinta-feira

    O ano começou como uma promessa de que o conteúdo ministrado seria de vital importância para a passagem do PSV (processo seletivo de vestibular) Todos chegaram muito entusiasmados. Determinados a estudar, e enfrentar todas as dificuldades que viessem ao longo do ano. As primeiras provas nos mostraram que não estamos preparados para enfrentar grandes obstáculos e que muito trabalho estaria por vir.
    Todos os professores se empenharam bastante para que a meta fosse atingida. Alguns em vão. Outros cumprindo não somente o papel de educador didático, mas social, cultural e psicológico. Professora Débora, tentou deixar todos muito calmos e tranqüilos quanto ao vestibular, mas não foi possível, pois todos ao longo do primeiro trimestre ficavam cada vez mais desesperados e indecisos e tristes ou arrependidos. Enquanto isso, eu seguia apenas observando as pessoas da sala, pois, no entanto eu tivesse enfrentando muitos problemas familiares e emocionais eu não estava tão confiante quanto ao vestibular. Sempre foi um grande peso eu ter que passar no vestibular logo com o término do pré. Alguns acreditam. Mas do que adianta alguém acreditar se eu mesma não acredito? Minha confiança não é falha, nem fraca, apenas sou bastante realista. E eu não estou preparada. Gostaria de dizer, tranqüila, que mesmo que eu não passe eu teria o apoio da minha família para prosseguir mais um ano e realizar meus sonhos. Mas a vida é dura. E eu só posso não desistir e tentar não fazer um grande estrago da minha vida.
    Para algumas pessoas, o vestibular vai ser uma experiência, para mim pelo visto será uma decisão. Temo que não tenha feito muita coisa para atingir os objetivos. Arrependo-me de algumas coisas, mas não posso dizer que não tive um bom acompanhamento escolar. Todos os professores na medida do possível ministraram excelentemente os conteúdos, alguns a turma passou por pequenos problemas nada que atrapalhasse o andamento das aulas.
    Alguns desentendimentos ocorreram também no início do ano com algumas pessoas reclamando da falta de união da turma, professora Débora mesmo com os conflitos existentes conseguiu nos aproximar, algo que nós mesmos avaliávamos como impossível.
    Eu sempre fui uma pessoa solitária, e os poucos amigos que tinha eu cativava o suficiente sempre fazendo todo o possível para o seu bem estar. Esse ano, pelo contrário do ‘ao longo’ de minha vida, eu fiz muitos amigos. Amigos aos quais guardarei na lembrança, talvez até quem saiba pelo resto de minha vida. Amigos aos quais eu nunca tinha tido pelo menos parecido, amigos que me escutavam, que se interessavam pelo que eu tinha a dizer, e que eram muito divertidos. Creio que atrapalhei diversas aulas, que meus poucos amigos antigos me abandonaram por certo tempo. Mas hoje, posso dizer que tudo está nos conformes.
    Foi um ano difícil, para mim. Pois nas férias recebi muita pressão de minha família. Eu então comecei realmente a estudar de verdade, ao ponto que alguém estuda mesmo quando está querendo passar no curso de direito. Porém eu dei uma relaxada, porque em nossas vidas ás vezes temos crises existenciais, e eu as tive. Foi um período ao qual eu valorizava o ‘Carpe Diem’. Ao qual eu preferi VIVER a LUTAR. Talvez tenha sido um erro, não sei ao certo, só sei que não me arrependo de nada. Pois como diz Elis Regina na música de Belchior ‘Quero lhe contar como eu vivi e tudo que aconteceu comigo viver é melhor que sonhar, eu sei que o amor é uma coisa boa’ a gente nunca se arrepende do que faz, quando o que é feito é aproveitado.
     Descobri muitas coisas que me evoluíram espiritualmente. Como saber curtir o prazer dos sentimentos e emoções, então finalmente eu comecei a desvendar o prazer dos sentimentos que eu sentia em relação ao fim da vida escolar, vestibular e início de vida universitária ou de um trabalho. Comecei a utilizar isso ao meu favor. A ansiedade nos faz estudar mais do que precisamos porque ficamos tão ansiosos tão aperreados que aproveitamos bastante o tempo. O medo nos faz criar coragem, e aparecer determinação de nossos fígados. Alguns falham ao longo do Caminho, outros lutam mesmo não conseguindo mas lutam... Não desistem, e atingem as metas com certo prazo.
              
     ‘Mas apesar de termos feito tudo... Tudo o que fizemos’
                                                                                 (Elis Regina)

    Eu fico tentando vencer, melhorar e os erros que sustentam os acertos eu tento retirar, mesmo que tudo despenque. Pois às vezes precisamos que tudo caia para que possamos construir tudo do jeito que deve ser construído para que no futuro quando tiver mais acertos do que erros, um erro do passado não faça despencar toda uma vida.
    Está tarde demais? Para mim que quero de verdade conseguir e me encontrar nem que eu estivesse bem mais velha ainda não seria tarde.
    “Todo dia a insônia me convence que o céu faz tudo ficar infinito e que a solidão é pretensão de quem fica” 
                                                                                                                                   (Cazuza)
    Com as primeiras aulas de Adailton, logo percebi que suas aulas seriam de exímia importância no âmbito da compreensão da vida. Ele sempre expôs porque escolheu a área de humanas, e eu nunca vou me esquecer do dia que ele contou quando ele percebeu que era de humanas...

    “Eu devia fazer a terceira série, quando a professora ensinava frações, OPERAÇÕES COM FRAÇÕES. Eu me lembro que era um fim de tarde, e as janelas da sala estavam abertas, e que a professora resolvia uma questão de fração sobre laranjas. Eu estava tão focado olhando pela janela, o dia lindo que estava lá fora, que nem percebi quando a professora me perguntou sobre o problema... Foi quando eu retornei pra aula e pedi que ela repetisse... Ela perguntou a mim que, se uma mãe tem uma laranja e quer dividir pra seus três filhos, com qual fração de laranja cada filho ia ficar... Naquela hora enquanto apareciam uns três com a mão levantada pra responder, eu simplesmente olhei de novo para janela e fiquei pensando em quanto àquela mulher era pobre, e o quando passavam necessidades para ter que dividir uma única laranja entre seus três filhos... E foi naquele momento que eu percebi que era da área de humanas, e não exatas ou biológicas, porque enquanto havia pessoas apenas querendo resolver teoricamente o problema, eu queria entender e resolver socialmente na prática...”
    Se eu pudesse, eu diria pra Adailton, que eu descobri que era da área de humanas quando em uma noite que eu não me lembro qual, mas que fez parte da minha pré adolescência, eu estava prestes a dormir, mas eu estava tão revoltada com o presente do mundo, com a fome, com a desigualdade... Eu me lembro apenas que eu havia acabado de estudar sobre socialismo, Karl Max, os ideais utópicos, e eu tinha botado na minha cabeça que eu ia fazer o socialismo utópico valer à pena, daí eu comecei a estudar e a ver os problemas de o socialismo não der dado certo e finalmente eu compreendi que o que é utópico jamais passaria de um sonho, mas que eu não ia esperar as coisas sentadas eu tinha que ser uma revolucionária... E foi então que eu perguntei pra professores, o que eu podia fazer, eles disseram que apenas diplomatas resolvem de formas pacíficas os problemas entre as nações, mas que o órgão supremo era a ONU, e sabem de uma coisa, eu só vou desistir quando eu chegar lá, quando eu conseguir fazer minhas utopias se concretizarem, pois este é meu sonho. Um paradoxo? Não me importa... 
                                                                             (para: Adailton)
    As aulas mais esperadas desde o meu segundo ano no máster era as do professor Agenor, quando eu o via entrar na sala do pré se passava em minha cabeça quais coisas incríveis ele dizia para todas aquelas pessoas, quais pensamentos ele tinha sobre a sociedade, qual era o ponto de vista de alguém tão incomum sobre os problemas mundiais.
    Comento que me surpreendi com suas aulas, eu achava que ele era bem louco, mas na verdade ele é um profissional excelente que leva a sério o seu papel de educador, e foi que ele fez... Educou-nos, mostrou que as corporações são em certa forma ruins para a sociedade, mostrou que o capitalismo, é um CAPETALISMO... Como ele diz nas suas aulas.
    Júnior Jácome e suas marcantes frases...
    “Gente se você quer que essa bolinha se mova você faz o que? Você a empurra, ou diz: - Bolinha, por favor, se mecha, eu estou lhe pedindo bolinha, se mecha, por favor... ’’
    “Tchau turma, tenham um bom dia, muita paz, amor e FELICIDADES! ’’ Sua frase ao término de cada aula.
    Júnior Jácome tem o dom de transmitir conhecimento, aprendemos não somente porque ele pedagogicamente nos transpassa o assunto muito bem, mas por sua vontade que aprendamos.
    Sua paciência e sua educação sem limites fora o seu jeito amável de ser, cativou-me muito. Um excelente professor.
    “Seja você, mesmo que seja estranho, seja você, mesmo que seja bizarro.”                                                     
                                                                                         (Pitty)
    O ano para mim começou como uma promessa de aprovação, não posso dizer que me esforcei o suficiente, nem que me esforcei...
    Meus problemas psicológicos me atormentam até agora enquanto faço esse TCC. Afinal pra que um TCC? Porque fazemos as coisas do jeito que fazemos, com qual finalidade? A vida vai acabar um dia, pode acabar agora ou amanhã, e só valeria o que eu fiz dela, mas afinal o que eu fiz?
    Será meu erro não ter batalhado por sonhos antigos, mas meu acerto será ter aproveitado os momentos de minha vida.
    Arrependimentos? Tenho muitos no peito. Vontade de mudar é só o que não me falta... Sinto que já é muito tarde para esse vestibular, mas não para a minha vida. Esse ano serviu-me para reavaliar a minha percepção sobre a vida. Mostrou-me que amigos vão e vem, mas que o que fica, é as lembranças que passamos com eles. E pra que ter uma vida inteira correta, certinha, sem aproveito, sem loucuras, sem vontades realizadas?
    Lembro-me que veio uma terrível vontade de ir á praia depois de um dia inteiro de stress na sala de aula, que por mais que as pessoas que já passaram por isso neguem, é sim uma vida irritante. Cobrança dos pais, provas, estudos, e ainda temos que manter uma vida social. Mas não fui á praia porque eu sabia que se eu chegasse mais tarde em casa, minha mãe não me entenderia e muito menos o tio Edson, e me senti uma pessoa terrivelmente infeliz por não poder curtir uma praia, uma beleza natural da cidade, porque o mundo ao meu redor não deixava.
    Conheci um garoto, o nome dele era Max, ele dizia que me amava. Ele tinha uma banda, e era o vocalista. Eu batizei a banda dele de Azura. O nome de um caçador de demônios, porque na minha fase religiosa eu queria que todos os demônios fossem pegos e torturados. Hoje eu estou em uma fase atéia e vegetariana convicta.
    Max, sempre pediu que eu fosse á um show dele, e eu nunca ia, porque eu sabia que se eu pedisse a meus pais eles não deixariam ir. Estranho que hoje eu vejo todos aqueles meus amigos que os pais os deixavam viver, e está dando tudo certo na vida deles, e enquanto eu tive uma vida presa... Parece que nada vai ter uma solução. Eu tentava ir mesmo que fosse escondida e não conseguia não me vinha coragem. Max pediu pra namorar comigo, mas eu não aceitei. Eu gostava dele e muito, e foi por isso que eu não aceitei. Porque eu tinha medo de estragar a felicidade que eu via que tinha nele. Porque eu não poderia assistir a seus shows, nem acompanhá-lo em um passeio de namorados. Foi então, que eu resolvi dar um basta... E acabamos tudo... Nosso enrolo, nossa amizade, tudo começava do zero. Ele foi ao colégio me ver. Eu falei com ele. Ele me chamou pra ir a um de seus shows. Eu tive coragem e pedi a minha mãe. Ela nem respondeu só disse, ‘legal’. E ele me amava, eu sentia e podia ver quando ele olhava pra mim isso, e eu ficava constrangida. Mas quatro dias depois, ele faleceu.
    Eu nunca pensei na minha vida que eu fosse passar por uma coisa dessas... Eu podia pelo menos ter o namorado, talvez fosse um último pedido dele. Talvez ele tivesse sido mais feliz se eu tivesse ido vê-lo cantar em seu último show.
    Talvez, se tudo fosse diferente, ele nem estaria naquele lugar quando tiraram a sua vida. Mas não adianta eu me torturar com esses pensamentos.
    De repente me veio uma sensação de não querer mais viver sem curtir a vida. Sem deixar de ir, para o lugar que me chamam. Minha mãe disse que eu só podia agora lembrar os momentos felizes que eu tive com ele. E eu me lembro de quando ele me perturbava todas as aulas mandando de meia em meia hora uma mensagem pro meu celular dizendo o quanto me amava. E de quando ele ligava e passava horas conversando comigo no celular... Pelo menos uma pessoa nesse mundo inteiro me amou, e eu simplesmente a neguei, e joguei fora... Eu realmente estou num processo muito difícil em minha vida.
    Pena que ninguém me compreende que apenas olham para mim e me vê sorrindo, mas não imaginam quantos pensamentos se passam em minha cabeça. Quanta dor, quanto arrependimento. E quando me vêem fazendo coisas infantis, ou bestas, não percebem que é o meu jeito de pedir desculpa pra vida, de pedir desculpa a Max, de ser feliz, de tentar não abandonar as minhas vontades sem fazê-las porque hoje eu prefiro mil vezes, ser uma assalariada FELIZ, do que uma pessoa que perdeu momentos perdeu amores, perdeu lembranças, porque estava ‘perdendo tempo’ em sua batalha de um futuro melhor.
    “Arrependimento não, não trago no peito, não guardo mágoas nem mesmo ressentimentos. Fazer o que, né? Nem tudo é como a gente quer, ficar se lamentando não, eu sigo na fé. Espero que consiga o que sempre quis principalmente que consiga ser feliz. Enquanto isso por aqui eu vou vivendo, coração de pedra sofrendo por dentro.” 
                                                                                                                                    (Góry)
    ( Em memória de Max )


    Sempre tive um bom rendimento escolar, meu medo este ano é de ficar pela primeira vez em minha vida de recuperação. Será um desgosto muito grande para mim...
    Meus pais irão reclamar, por um investimento jogado fora... Eu irei me sentir pior, por ter sido abalada por problemas que não deveriam me abalar. Pelo menos fica de experiência, para minha vida, que devemos controlar melhor as coisas e não se deixar mover apenas pelo impulso.

    Foi um maravilhoso ano, apesar dos apesares. Amigos e professores aos quais tentarei nunca retirar de minhas lembranças. Momentos únicos e inesquecíveis, “o meu último ano escolar incrível”...


    Msn.

    quarta-feira
    Osailton Vieira diz: Pq rouba sabão, se não lhe serve de nada?
    e o corvo responde: Pq é da minha natureza roubar

    - justificativa da natureza dele ser um garoto decente.

    Osailton Vieira diz:
    qd acaba o sabor.. vira chiclete comum '-'

    -Pra algo que eu não lembro o que era...mas filosófico.

    # Vigésimo Segundo.

    domingo


    "E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: "esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes; e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indizivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e seqüência - e do mesmo modo essa aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio. A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez - e tu com ela, poeirinha da poeira!" Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasse assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que lhe responderias: "Tu és um deus e nunca ouvi nada mais divino!" Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como tu és, ele te transformaria e talvez te triturasse; a pergunta, diante de tudo e de cada coisa: "Quero isto ainda uma vez e ainda inúmeras vezes?" pesaria como o mais pesado dos pesos sobre teu agir! Ou, então, com terias de ficar de bem contigo e mesmo com a vida, para não desejar nada mais do que essa última, eterna confirmação e chancela?"

    Nietzsche - A Gaia Ciência (1978: 208)

    Os homens não têm de fugir à vida como os pessimistas, mas como alegres convivas de um banquete que desejam suas taças novamente cheias, dirão à vida: uma vez mais”.

    Nietzsche

    # Vigésimo Primeiro.


































    Eu fiz chover por uma tarde
    Promessas pelo mundo inteiro
    Minhas promessas viram verdades e vão florescer em janeiro
    meus sonhos ainda há esperança
    não morram por misericórdia
    Meus sonhos se abrem de noite
    e voam por muitos desertos.
    Meus sonhos procuram um lugar
    e lás eles vão se encontrar.
    Eu digo que a chuva chegou
    eu digo que eu chego lá.
    No dia em que a água tocar os meus pés
    eu vou caminhar.
    SONHOS, PROMESSAS, CHOVEM...
    as gotas da chuva não não ferem

    # Vigésimo.





















    Trago em meu peito angustiado dores,
    Remendadas com trapinhos do passado,
    Costurados com a linha do tempo...
                              Se rasgou.
    Se perdeu de mim em algum destino,
    Se lançou para fora do caminho,
    e em meu coração só restou essa cicatriz do que um dia foi...

    # Décimo Nono.





















    Já não sereis tão só,
    Nem irás tão sozinha:
    Hás de ficar comigo uma saudade tua
    hás de levar contigo uma saudade minha...


                                                                               "Duas Almas - Alceu Wamosy"

    Vi no : O meu closet.blogspot.com

    Podemos voltar atrás? Diz-me que podemos voltar atrás, só uma vez.
    Tu não me deixas desamparada, eu corro atrás de ti como uma louca. 
    Nada nos vai separar. Diz-me que queres voltar.
    O amor não morreu, vive revolto, urgente, deixa-me voltar atrás, só mais uma vez.
    Viver tudo de novo, a intensidade de chegar, de me envolveres nos teus braços compridos, quentes.
    Diz-me que vais lá estar para me receber.
    Desejar-me, alucinado de prazer.
    Esse amor, adiado, sobreviveu. À dor, à distância, à derrota.
    O amor esteve internado, em coma, intoxicado, mas não morreu.
    Diz-me que podemos voltar atrás, só uma vez.
    Começar de novo, o que não acabou e ficou suspenso no ar.
    Pairou com o pó do tempo, num tecto gigante, envolto nas teias da incompreensão
    Enredado, na desilusão que o mortificou por dentro
    Num espectro vaziu, gelado, abandonado.
    Sobreviveu! Imune ao calendário monótono, aos dias e noites sós.
    Aparece, ferido mas vitorioso
    Feroz e genuído, como antes, de paixão e embriaguez
    Por isso diz-me, só hoje, 
    que podemos voltar atrás, outra vez.

    # Sofia Van e o Diabo - Parte Dois,

    quinta-feira

    Naquela época eu só sabia, que o nome dela era Sofia. Que talvez anjos de Deus estivessem de olho nela e que eu e ela nos encontraríamos, naquela noite. Eu tinha que descobrir mais... Foi então que tive a idéia de chamar Hamurábi, uma antiga alma há tempo transformada em demônio. Eu precisava da ajuda dele.
    Logo senti a presença de Hamurábi chegando em meu escritório. Todos os dons e poderes são pessoais, tem coisas que todos tem, como sentir a presença de outro chegando perto ou algo do tipo. Outros são raros e únicos, outros se adquire por conquista. Anos e anos tentando, buscando... Até conseguir o dom ou o poder. Eu tenho cerca de 75% de dons e poderes. Se eu ainda fosse um anjo de Deus eu teria 84% eu era o anjo mais forte que ele tinha. Ainda que eu continuasse eu não passaria dos 97%, Tem sete dons e poderes que apenas seres divinos tem, como eu quando era anjo... E três que apenas Deus tem e é o único que pode ter. O dom da vida, o poder do julgamento e a vontade do fim. Apenas Deus podia ter a vontade do fim atendida, a morte legítima e verdadeira...
    - Hamurábi!
    - O que quer, senhor?
    - Que eu te dê pecados! O que aconteceu contigo demônio?
    Hamurábi estava todo todo sujo de terra preta, usando roupas medievais, e cheio de sangue e suado.
    - Eu estava em batalha...
    - Batalha, e desde quando tem batalha aqui sem o meu consentimento, sem eu saber?
    - Batalha de treinamento...
    - E precisa ser assim? Todo imundo, sem classe. Fique você sabendo que os anjos lutam e dificilmente saem sujos do combate que dirá como você! Não é porque somos demônios que temos que nos apresentar assim... Bárbaros medievais! Escute...- Cheguei bem perto dele e meus olhos tornaram-se prateados como a lua do inferno... Ficam assim quando eu estou com muito ódio. Agarrei hamurábi pelo queixo usando o dedo mindinho. Puxei-o até mim. Seus olhos estraram em desespero... Uma gota de seu sangue escorria por meu dedo. Olhei fixadamente enquanto meu cenho franzia.- Vá tomar um banho! Você parece um humano idiota - soltei-o, ele recuou para trás amedrontado.- Quero todos os pelotões LIMPOS, bem vestidos e com armaduras... Jamais, parecendo como porcos HU-MA-NOS! Entendeu!? - Pus a mão na testa e fiz massagens circulares, não que a minha cabeça estivesse doendo, eu só queria me livrar do ódio. Malditas sensações que Deus me permitiu sentir, quando eu cái... Eu respirava tão violentamente que como se o dia estivesse frio, dava pra ver a fumacinha saindo pelas minhas narinas. Hamurábi deve ter ficado mesmo muito assustado, logo prosseguiu...
    - O senhor mandou-me chamar porque mesmo?
    Abri os olhos e já não estavam prateados. Estavam negros como sempre foram. Respirei fundo e falei:
    - Preciso que peça a Drácon, que me diga tudo que puder sobre Sofia Van. Uma mortal a qual mantive contato recentemente... Dentro de cinco horas, senão mato-o! - Sorri sarcasticamente um sorriso largo e convencido - E... - apontei para ele com o braço todo esticado , estático, em ameaça...- E...??
    - E , providenciar as ordens do banho ... Da limpeza...
    - Exatamente.
    Naquela tarde, em meu escritório, enquanto esperava Drácon chegar com o que eu pedi, refleti muito. A cada pensamento vago que eu tinha, se intrometia a cena com Sofia... Ela gritando... Me chamando de playboy... De vez em quando, um sorriso em minha boca ao lembrar...Eu me senti completo quando ela nasceu. Finalmente eu a havia encontrado, e eu estava tão feliz. Naquele momento compreendi porque humanos matavam quando perdiam o que amavam. Eu não suportaria dali em diante viver sem a energia dela... Ou imaginar que um dia ela iria morrer, e que eu nunca mais sentiria na eternidade o que eu sinto desde que ela apareceu. Talvez, agora eu também entendesse porque humanos faziam o que faziam por felicidade. Eu não iria admitir que era amor, ou paixão... Nem eu mesmo acreditava no que sentia. Foi então que de repente me vi triste, muito triste. Afinal Sofia um dia morreria mesmo e não tardaria.... Seriam mais 70 anos ao lado dela? 70 anos diante toda a eternidade era absolutamente nada. Fiquei calculando... A guerra seria daqui uns 2.000 anos... E se eu me dedicasse esse século apenas em aproveitar com ela? Em fazzê-la feliz e consequentemente me fazer feliz? Se eu nunca mais fosse sentir o que eu sinto agora, eu ia ter que tratar de aproveitar meus míseros 70 anos... ou menos, ou então porque não uns 100, eu sonhava... Parei estarrecido... Aonde eu estava com a cabeça? Ela era humana, mais uma idiota, egoísta, pecadora, fraca, e eu não podia me render por ela , AMAR UM HUMANO e perder a guerra antes dela ter começado. Mas logo voltei a sonhar... Talvez eu também fosse egoísta... Egoísta a ponto de me preocupar com MEUS sentimentos! Que sentimentos? Lúcifer, Lúcifer... Essa humana está te fazendo mal... Mas era um mal tão bom...Voltei a pensar nela, meus olhos brilharam antes de fechar. Quando acordei, Dracón estava na sala, sentado. Me olhando...
    - Porque não me acordou?
    - Porque ainda não acabou as 5 horas e eu achei melhor esperar você acordar do que morrer por atrapalhar seu sono.
    - Eu não te mataria por isso- Ah propósito... somente anjos e demônios podiam se matar. Mas não era exatamente morte. Era apenas dor. Uma dor tão grande que sua memória se perde. E por isso fazíamos batalhas. Para eu ingressar anjos caídos, e Deus reingressar os perdidos. Construíasse um novo ser desde o início, como se acabasse de nascer, sem lembrança alguma... e moldávamos conforme a nossa vontade. Ninguém gostava de pensar na idéia de 'morrer'.- Conseguiu o que pedi?
    -Concerteza.
    -Então... fale-me!
    Drácon levantou-se caminhou até a frente da lareira e começou...
    - Uma anjo da guarda se apaixonou por um homem...
    - Mas anjos não se apaixonam!
    - Exatamente. Deus deve ter planos para ter deixado um de seus anjos se apaixonar... Não concorda?
    - Mas o que tem essa anjo com Sofia?
    - A anjo teve um filho do homem.
    - A anjo grávida? Como assim? - tive uma crise de riso naquele momento.
    -Não entendi também... Planos de Deus, Lúcifer... e o poder do espírito santo.
    - Mas claro, o espírito santo sempre se metendo nessas obras impossíveis, primeiro Jesus, e agora essa. É um novo Jesus?
    - Não creio, está mais para um anticristo, já que se trata de um filho de uma anjo caído.
    - O que tudo isso te haver com sofia?
    - Escute, há 23 anos atrás, a anjo resolveu se tornar um anjo caído para viver com o homem. O homem assustou-se, creu que estava louco e se matou. A anja não resistiu muito, só deu tempo de dar a luz, e perdir perdão... Foi julgada e como o esperado, absolvida. Foi exatamente há 23 anos atrás que Sofia nasceu... Filha de uma anjo caída com um homem suicida.
    - Sofia... - Falei eu tentando absorver toda aquela informação.
    - Ela foi encontrada por mendigos, entregada á polícia, leva ao orfanato, adotada por pais católicos. Não é religiosa, não teve namorados, não é muito inteligente, não aparenta ter nenhum dom ou poder, mas há de ter.
    - Sim , ela tem...
    Contei do que senti quando ela nasceu, do contato que tivemos, dos meus pensamentos confusos.
    - Sabe se eu fosse você, como todo o perdão da palavra... Tomava cuidado, isso tá parecendo planos de Deus.
    - Tenho que concordar... Algo mais? Algum conselho?
    - Bom, faz uns 4 meses que anjos a seguem, o que eles querem, informação tão sigilosa que não chegará jamais nas mãos de ninguém senão nas de Deus... E quanto ao conselho, siga os planos de Deus, tente compreender, achar a resposta e estar preparado para se defender quando chegar a hora...
    - Tudo bem...
    - Só uma coisa. Não se apaixone por ela. O amor nos torna cegos...
    Disse isso e sumiu em sua fumaça...
    Olheu pela janela , instantes após. Já era noite... olhei cada estrela com nostalgia... apertei os olhos e pensei algo que a milênios não pensava ...
    - Meu Deus... O que eu faço?

    # Conversas

    domingo

    O amor é um termo totalmente subjetivo.
                  EU TE AMO.
    Mas até quando, por quais fatores, por que razão?
    A vida é uma caixinha de surpresas'
    E o amor hoje pode ser o ódio amanhã
    Na verdade como em uma linha contínua sem fim e sem começo... O amor e o ódio são na verdade um só.

    # Impessoalidade -

    Eu queria que por um instante, todas as coisas deixassem de fazer sentido.
    E talvez a minha impessoalidade verdadeira,
    Por não fazer sentido algum,
    Se tornasse REAL.


    ---------------------------------------------------------------------------------------FAIL.

    # Décimo oitavo.

    Estou de treta com o mundo.
    Eu não acredito mais em muitas coisas...
    Eu estou desejando me tornar uma pedra...
    Ou uma ilha,
    E nunca mais deixar se tomada por emoção alguma,
    Pois antes só do que mal acompanhada afinal.
    E se todas as pessoas são uma porcaria,
    Eu não vou perder tempo cativando você,pois,
    Não vai ser diferente.

    # Dia das tirinhas de Domingo ^^













    # Décimo Sétimo

    sábado

    E, depois de muito tempo, hoje me vi feliz.Feliz porque afinal as coisas estão indo bem. Ou porque, finalmente assumi a realidade e deixei de ver problema em tudo. Talvez até, as coisas sempre foram assim, eu é que não enxergava.Mas essa sensação, que me reveste, me veste e a mim investe, é tão boa...

    Como quando eu era criança e eu via a inocência das coisas, e a beleza das cores. Passei por um tempo difícil, pensei em me matar. Em desistir antes de lutar.
    Pois eu sou fraca, eu era fraca, ou eu sempre forte e não sabia.

    Hoje estou feliz por ter acordado, mesmo que o dia não me reserve grandes coisas. Estou feliz, pois olho ao meu redor e não tenho muito o que reclamar. Meu quarto é um pedaço de mim. Um contexto das minhas lembranças, meu lugar no mundo.

    Tem a minha estante de livros, a minha prateleira de filmes e gibis, minha cama com mensagens na parte debaixo, meu guarda roupa o meu tesouro, cada gaveta uma surpresa.

    Eu gosto de estar viva, dessa sensação de que tudo está bem... da tranquilidade que me toca e diz: - Vai respira e relaxa.
    Estou me sentindo como lagarta em casulo, eu posso ficar tranquila que mais cedo ou mais tarde algo incrível vai acontecer e eu vou poder voar. Ou vai ver eu estou tranquila no ar, voando, sentindo a vida me levar...

    # Décimo Sexto - Conversas

    sexta-feira
    Igor Cavalcante diz
    muitos casais tem problemas do tipo de ficar abusado do sexo com a mesma pessoa
    mas acho que isso é um problema criado poe eles mesmo que se deixam cair na mesmise
    Renara Rocha. de oliveira disse (14:33)
    sim
    ^^
    Igor Cavalcante diz
    pq tem 95876309586309486093458 de possibilidades XD
    se um dia vc acabar com todas
    Renara Rocha. de oliveira disse (14:34)
    dhsuiahd isso é
    Igor Cavalcante diz
    ja vai ta na hora de começar da primeira denovo
    ai tb entra outros fatores
    como vergonahde dizer do que gosta ou de tentar algo novo com medo da reação do parceiro etc etc
    Renara Rocha. de oliveira disse (14:35)
    Sim...
    Igor Cavalcante diz
    seres humanos sao complicados....
    Renara Rocha. de oliveira disse (14:35)
    éeeeer... mas tb tem vezes que enjooa
    a mesma pessoa
    sim tb
    Igor Cavalcante diz
    somos os unicos animais que fazem dieta, pq somos os unicos que negamos nossos proprios instintos
    Renara Rocha. de oliveira disse (14:36)
    Hm ... igg então eu sou master nisso ^^
    virei vegetariana
    só como com hashi
    refri adeus
    biscoitos adeus
    Igor Cavalcante diz
    exatamente
    Renara Rocha. de oliveira disse (14:36)
    mas o foda é que nem sinto falta '-'
    HSDUIAHDUIASH
    Igor Cavalcante diz
    vc ta negando sua propria natureza
    essa é a diferença entre ser pensante e ser racional
    Renara Rocha. de oliveira disse (14:37)
    Ser racional é estar ciente que se vive bem sem conservantes hormônios,
    Igor Cavalcante diz
    fantastico como uma converça sobre sexo chegou num patamar tao culto
    XD
    Renara Rocha. de oliveira disse (14:37)
    ser pensante é querer comer tudo , por prazer não negá-los
    e viraruma bola
    ^^
    PODE CREEEEEEEEEEEEEEEER
    '-'
    cara essa a primeira conversa que deu nisso '0'
    que lol
    Renara Rocha. de oliveira disse (14:38)
    VOUATÉ COPIAR E POR NO MEU BLOG
    ^^
    É SÉRIO
    Igor Cavalcante diz
    lol